Mãe chama policiais para simular prisão de filho bagunceiro de 10 anos: "queria assustá-lo"

Ela combinou com a polícia para que o menino fosse algemado e levado até o carro da polícia; criança foi levada aos prantos, SE A MODA PEGA AQUI NO BRASIL AI TERÁ QUE SER CRIADO UM BATALHÃO POLICIAL SÓ PARA ATENDER ESTE TIPO DE CHAMADO!!




Um garoto americano de 10 anos levou o susto da vida dele ao ser "preso" por mau comportamento. A mãe do menino, Chiquita Hill, pediu para a os policiais da cidade de Columbus, no estado da Georgia, lhe ajudassem a dar uma lição no filho. Ela se inspirou em uma outra mãe que ficou conhecida mundialmente ao retirar aos tapas o filho, mascarado, de um protesto em Baltimore.
O menino Sean, de 10 anos, é algemado por policiais em simulação de prisão combinada pela mãe (Foto: Reprodução / Facebook)
O menino Sean, de 10 anos, foi algemado e "preso" após pedido da mãe(Foto: Reprodução/Facebook)
Segundo Chiquita, seu filho, Sean, não queria mais respeitar as suas ordens e estava muito bagunceiro. "Eu só queria assustá-lo, não queria humilhá-lo", disse a americana em entrevista ao jornal New York Daily News. “Queria que ele entendesse que existem consequências pelos seus atos", comentou.
"Ele é um pré-adolescente, ainda vai passar por muitas mudanças antes de virar adulto, mas queria parar ele agora antes que fique mais velho, como o filho da mãe de Baltimore.” O menino não acreditou que a mãe tinha realmente chamado a polícia até que a campainha tocou e ele abriu a porta.
Os policiais explicaram o motivo da "prisão" de Sean, o algemaram e o conduziram até a viatura enquanto o garoto chorava copiosamente, em choque. O susto teve o resultado esperado - de acordo com Chiquita, o comportamento do filho mudou "drasticamente" para melhor após a falsa prisão. 
Chiquita com o filho Sean: “Eu só queria assustá-lo, não queria humilhá-lo
Segundo Chiquita, o comportamento do filho melhorou muito após a sua "prisão"(Foto: Reprodução/Facebook)
"Estou em contato com os professores dele que também me informaram que ele tem mudado. Ser mãe não vem com um manual. Eu crio meu filho da melhor maneira que posso para que ele seja uma pessoa produtiva na sociedade”, defendeu.
A americana recebeu críticas nas redes sociais pela sua atitude, porém avalia que o apoio recebido por alguns internautas foi ainda maior. Para Chiquita, tudo isto pode ajudar Sean a seguir "o caminho certo antes que fique velho”, já que ela não quer que ele seja preso de verdade no futuro. 

FONTE:CORREIO DA BAHIA

PROCURA-SE!!!!


Adolescentes em Ipirá procuram pela mãe no Baixo Sul



Raiane e Ronaldo, 13 e 17 anos respectivamente, estão à procura da mãe Maria Darsi Nascimento dos Santos no Baixo Sul da Bahia.
Os adolescentes que foram criados pelo pai e avó e atualmente residem em Ipirá-Bahia não conheceram a mãe e em últimas buscas descobriram que a mesma atualmente reside entre os municípios de Valença à Ituberá.
Nas Malhas da Lei

Alunos tentaram abafar estupro de colega em escola de SP

Um dos suspeitos, considerado o idealizador do ataque, enviou mensagens de voz aos outros colegas, orientando-os a não contar o que haviam feito






Escola Estadual Leonor Quadros, onde menina de 12 anos sofreu estupro em São Paulo
Escola Estadual Leonor Quadros, em São Paulo, onde menina de 12 anos sofreu estupro(Reprodução/VEJA)
Um dos três estudantes que estupraram uma menina de 12 anos dentro da Escola Estadual Leonor Quadros, no Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo, enviou mensagens de voz aos outros dois colegas, após o ataque, orientando-os a não contar o que havia acontecido. A informação é da Polícia Civil. Ele também pediu ajuda para tentar "resolver" o caso. Considerado o mentor do crime, o suspeito mudou de cidade com a família e ainda não foi localizado. Os outros dois confessaram a agressão sexual.
O mesmo jovem que tentou abafar o estupro ameaçou a aluna, dias depois do crime, por meio de uma mensagem no Facebook. Ele pediu para que ela não contasse a ninguém sobre o estupro. Ele ainda negou sua participação no crime. "Ele mandou uma mensagem dizendo que não tinha sido ele. Minha filha ainda teve o sangue frio de responder, falando que olhou nos olhos dele [no dia do crime] e sabia muito bem o que o menino tinha feito", contou a mãe da menina.
Em documento enviado à Vara da Infância e da Juventude, consta que a menina ficou imobilizada durante o ataque, que durou cinquenta minutos, dentro de uma cabine do banheiro masculino. O caso corre em segredo de Justiça e, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo foi cadastrado e aguarda a distribuição. Um promotor da Vara da Infância e da Juventude avaliará um pedido de internação do trio em uma unidade da Fundação Casa.

REALMENTE A CADA QUE PASSA ME SURPREENDO COM A BRUTALIDADE E A FALTA DE DEUS NA VIDA DO SER HUMANO

Jovem confessa ter matado filho de 1 ano: "Não gostava muito da criança"



Um jovem de 22 anos confessou ter matado o filho de 1 ano e sete meses no último sábado (15) e escondido o corpo da criança no armário de casa, na favela Três Irmãos, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. De acordo com o delegado Fábio Salvadoretti, o pai de Éder Moraes de Lima encontrou o jovem andando pela cidade e o encaminhou à delegacia. "Ele confessou o crime. Apesar de a ex-namorada ter afirmado que ele batia na criança, ele disse que dava apenas palmadas para educar. Porém, nesse dia, a criança começou a chorar enquanto ele fazia comida". "Ele deu vários socos nas costas do filho e ao constatar que o bebê não estava respirando o envolveu num lençol e o guardou no armário. Em depoimento, ele se disse arrependido, mas admitiu que não gostava muito da criança e não o considerava seu filho", disse o delegado ao jornal Extra. Na segunda-feira (18), a ex-namorada do suspeito, uma adolescente de 17 anos - que não é a mãe da criança -, contou que terminou o relacionamento um dia antes do crime. A jovem afirmou que Éder tinha ciúmes dela com a criança. A mãe do menino, uma deficiente auditiva, ainda não foi localizada pela polícia. O jovem deve responder por homicídio triplamente qualificado e pode pegar até 30 anos de prisão. (Voz da Bahia)

Infância e adolescência no Brasil

             O Brasil possui uma população de 190 milhões de pessoas, dos quais 60 milhões têm menos de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe. São dezenas de milhões de pessoas que possuem direitos e deveres e necessitam de condições para se desenvolverem com plenitude todo o seu potencial.
Contudo, as crianças são especialmente vulneráveis às violações de direitos, à pobreza e à iniquidade no País. Por exemplo, 29% da população vive em famílias pobres, mas, entre as crianças, esse número chega a 45,6%. As crianças negras, por exemplo, têm quase 70% mais chance de viver na pobreza do que as brancas; o mesmo pode ser observado para as crianças que vivem em áreas rurais. Na região do Semiárido, onde vivem 13 milhões de crianças, mais de 70% das crianças e dos adolescentes são classificados como pobres. Essas iniquidades são o maior obstáculo para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) por parte do País.
      O Brasil está no rumo de alcançar o ODM 4, que trata da redução da mortalidade infantil. O País fez grandes avanços – a taxa de mortalidade infantil caiu de 47,1/1000, em 1990, para 19/1000, em 2008. Contudo, as disparidades continuam: as crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer, em comparação às ricas, e as negras, 50% a mais, em relação às brancas.
A taxa de sub-registro de nascimento caiu – de 30,3% (1995) para 8,9% (2008) – mais ainda continua alta nas regiões Norte (15%) e Nordeste (20%).
Aproximadamente uma em cada quatro crianças de 4 a 6 anos estão fora da escola. 64% das crianças pobres não vão à escola durante a primeira infância. A desnutrição entre crianças menores de 1 ano diminuiu em mais de 60% nos últimos cinco anos, mas ainda cerca de 60 mil crianças com menos de 1 ano são desnutridas.
© UNICEF/BRZ/Ricardo Prado
Com 98% das crianças de 7 a 14 anos na escola, o Brasil ainda tem 535 mil crianças nessa idade fora da escola, das quais 330 mil são negras. Nas regiões mais pobres, como o Norte e o Nordeste, somente 40% das crianças terminam a educação fundamental. Nas regiões mais desenvolvidas, como o Sul e o Sudeste, essa proporção é de 70%. Esse quadro ameaça o cumprimento pelo País do ODM 2 – que diz respeito à conclusão de ciclo no ensino fundamental.
O Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos. De cada 100 estudantes que entram no ensino fundamental, apenas 59 terminam a 8ª série e apenas 40, o ensino médio. A evasão escolar e a falta às aulas ocorrem por diferentes razões, incluindo violência e gravidez na adolescência. O país registra anualmente o nascimento de 300 mil crianças que são filhos e filhas de mães adolescentes.
      Na área do HIV/aids, a resposta brasileira é reconhecida globalmente como uma das melhores, mas permanecem grandes desafios que deverão ser enfrentados para assegurar acesso universal à prevenção, tratamento e cuidados para as crianças e os adolescentes brasileiros. A taxa nacional de transmissão do HIV da mãe para o bebê caiu mais da metade entre 1993 e 2005 (de 16% para 8%), mas continuam a existir diferenças regionais significativas: 12% no Nordeste e 15% no Norte. O número de casos de aids entre os negros e entre as mulheres continua a crescer num ritmo muito mais acelerado do que entre os brancos e entre os homens. Além disso, a epidemia afeta cada vez mais os jovens.
      As crianças e os adolescentes são especialmente afetados pela violência. Mesmo com os esforços do governo brasileiro e da sociedade em geral para enfrentar o problema, as estatísticas ainda apontam um cenário desolador em relação à violência contra crianças e adolescentes. A cada dia, 129 casos de violência psicológica e física, incluindo a sexual, e negligência contra crianças e adolescentes são reportados, em média, ao Disque Denúncia 100. Isso quer dizer que, a cada hora, cinco casos de violência contra meninas e meninos são registrados no País. Esse quadro pode ser ainda mais grave se levarmos em consideração que muitos desses crimes nunca chegam a ser denunciados.
      O País tem ainda o desafio de superar o uso excessivo de medidas de abrigo e de privação de liberdade para adolescentes em conflito com a lei. Em ambos os casos, cerca de dois terços dos internos são negros. Cerca de 30 mil adolescentes recebem medidas de privação de liberdade a cada ano, apesar de apenas 30% terem sido condenados por crimes violentos, para os quais a penalidade é amparada na lei.



Colabore com o UNICEF
   

A QUE PONTO A EDUCAÇAO BRASILEIRA CHEGOU, DERESPEITO TOTAL AOS NOSSOS MESTRES, Ó PROFESSORES!!

Jequié: secretaria vai apurar briga de cadeiras entre professor e alunos




      A Secretaria de Educação do município de Jequié, localizada na região sudoeste da Bahia, abrirá um processo administrativo para apurar as causas da briga entre um professor de História e alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola municipal da cidade. Na confusão, professor e alunos trocaram cadeiradas.
Um vídeo, gravados por estudantes, e disponível na internet, mostra o momento das agressões, que ocorreu na última semana, dentro da instituição de ensino, localizada no Loteamento Brasil Novo, no bairro Jequiezinho. O professor envolvido na discussão, Lelito Caictano Lopes, prestou queixa na quarta-feira (13), segundo informou a delegacia da cidade. No vídeo que flagrou a pancadaria, o professor aparece dado uma cadeirada em um dos alunos.
Segundo a delegacia de Jequié, o professor alegou que teria sido alvo de piadas e afirmou que os alunos colocaram apelidos nele e que estavam atrapalhando o andamento das aulas, o que teria motivado a briga.
"Ele disse que foi reclamar com os alunos, porque não estava gostando das brincadeiras, mas teria sido agredido primeiro com soco e que, depois, revidou", afirmou o delegado José Costa. Segundo informações do G1, o docente dará novo depoimento na próxima semana.

TOMARA QUE ESTE GAROTO APRENDA COM ESSA ATITUDE CORRETÍSSIMA DO PAI

Lata é arremessada no gramado do Joia e pai aponta filho de 13 anos como autor

 


 Um fato chamou a atenção da torcida e imprensa presentes no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana, neste domingo (10), quando o Fluminense de Feira venceu o Grapiúna, por 2 a 1, e se isolou na liderança da 2ª divisão do Campeonato Baiano. No meio da segunda etapa da partida, uma lata foi arremessada no gramado e o juiz Ezequiel Sousa Costa teve de interromper o jogo ao ser chamado pelo árbitro assistente.
     Em seguida, um garoto de apenas 13 anos foi apontado pelo próprio pai como o autor do arremesso do objeto. Após a partida, o árbitro Ezequiel relatou o ocorrido na súmula da partida e destacou que o sr. Adriano dos Santos, pai do jovem, foi detido pelos policiais.
"Aos 22 minutos do 2º tempo, fui informado pelo AA2, Sr. Silverio Jose Lopes Lima, quanto ao lançamento de uma lata de cerveja no campo de jogo, vindo da torcida do Fluminense (recolhida a lata). Ao final fui informado pelo 1º tenente da Polícia Militar Lucas Lee, que foi identificado e detido o autor Sr. Adriano dos Santos, informando aos policiais que teria sido seu filho o menor M. N. S., de 13 anos, que teria lançado a lata no campo de jogo", escreveu o juiz.
Com a identificação do autor, o Touro do Sertão não deve ser punido com perda de mando de campo na disputa da 2ª dvisão estadual.
FONTE: BOCAO NEWS

COISAS QUE REALMENTE SÓ A CIÊNCIA PODE EXPLICAR

Teste de DNA prova que gêmeas em NY são filhas de pais diferentes




        Um teste de paternidade revelou que um homem que estava sendo processado para reconhecer as filhas gêmeas é pai de somente uma das crianças. A mãe das meninas, no estado de Nova Jersey, teve relações sexuais com dois homens na mesma semana, e dois óvulos foram fecundados no mesmo ciclo menstrual, o que ocorre uma vez a cada 13 mil testes de paternidade com gêmeos, segundo a justiça.
             Este curioso fenômeno, chamado superfecundação heteropaternal, é uma exceção médica que pode ocorrer quando a mulher produz dois óvulos em vez de um no mesmo ciclo menstrual, que podem ser fertilizados e implantados com poucos dias de diferença. A mulher, identificada como T.M., tinha um relacionamento com A.S. quando ficou grávida, e o registrou em outubro de 2014 como pai de suas filhas, nascidas em janeiro de 2013, para pedir pensão alimentícia.
                         Incrível: gêmeos nascem com quase 2 meses de diferença
No entanto, a mãe admitiu durante o processo legal que tinha tido relações sexuais com outro homem, a quem não identificou, na mesma semana em que suas gêmeas foram concebidas, por isso o serviço social pediu um teste de paternidade. Após as evidências apresentadas pelo teste de DNA, o juiz do condado de Passaic, Sohail Mohammed, confirmou que pai de uma das meninas terá que se responsabilizar economicamente por apenas uma delas. Segundo o relatório do juiz, embora não haja registros de nascimentos relacionados a este fenômeno, os casos de gêmeos com pais diferentes estão aumentando devido às tecnologias de reprodução assistida, entre outros fatores.
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A redução da maioridade penal e o sistema carcerário


Esta semana notei uma faixa estendida nas grades de uma passarela com dizeres contrários à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade. É um tema controverso que mobiliza os parlamentares no Congresso Nacional pelos posicionamentos a favor e antagônicos à mudança.
Regendo a vida dos menores de idade e instituído em 1990, temos o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), conferindo proteção integral às crianças e aos adolescentes. Nele incluíram-se os preceitos constitucionais e diversas normativas internacionais, sendo considerada criança a pessoa com idade inferior a 12 anos e adolescente aquela entre 12 e 18 anos de idade. Detalhe interessante possui um outro diploma legal, o Estatuto da Juventude, que considera jovem a pessoa de 15 a 29 anos de idade.
Uma pesquisa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que o Brasil tem a terceira população carcerária do mundo, passando de 715 mil detentos, perdendo apenas para os Estados Unidos com 2,2 milhões e a China com 1,7 milhão. Isto quer dizer que pessoas estão sendo presas pela polícia e condenadas pela Justiça, contudo, não significou, até agora, uma melhoria no quadro da segurança pública no país.
As prisões e cadeias no Brasil, segundo o Relatório Mundial de 2014 da ONG Human Rights Watch, estão em condições desumanas, existindo grave problema de superlotação, saneamento, e violência. Demais disso, a taxa de encarceramento do país subiu quase 30% nos últimos cinco anos, de acordo com o Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (InfoPen) do Ministério da Justiça. A população carcerária adulta atual está 43% acima da capacidade do sistema prisional, enquanto, 20.000 adolescentes cumprem medidas que implicam privação de liberdade. Logo, conclui-se que os adultos cometem mais crimes que os adolescentes, estes muitas vezes são levados a delinquir por aqueles.
Peço ao leitor que reflita sem paixão e não se deixe induzir por opiniões desconexas da nossa realidade. Não podemos nos precipitar ao opinarmos em questões importantes que envolvem um direito fundamental da pessoa humana que é a liberdade, ainda mais de um menor de idade, pessoa que, em tese, ainda está em formação e amadurecendo.
Sei que dói ao ver um menor ser detido e desvirtuando sua normal trajetória de vida, todavia, dói muito mais ao ser vítima de um crime praticado por ele. Temos que observar o que leva isso acontecer cotidianamente, bem como quais os resultados decorrentes dessa da prisão. Está claro que não basta unicamente jogar um menor de idade - e até um adulto - na cadeia, em um sistema com índices reduzidos de recuperação social, local em que muitos criminosos de dentro das celas ainda ditam ordens para seus comparsas.
Um tema dessa envergadura deveria ser mais aprofundado perante os variados segmentos da sociedade e pesquisadas as boas práticas que surgiram em outros países, para que fossem obtidos os elementos pertinentes à formação de uma melhor política e de convicção legislativa.
A imposição de sanções penais à pessoa humana deve se basear no critério da necessidade e em dosagem suficiente à reprovação e prevenção de crimes futuros. No entanto, o país possui um sistema carcerário - que já fora classificado por alguns especialistas como "masmorra medieval", que atravessa sérios problemas, desde os números de vagas aos baixos índices de ressocialização. Por vezes, ao invés de consertar, o sistema acaba estragando mais ainda o preso, funcionando a carceragem como verdadeira "universidade do crime". É a velha história do meio influenciando perversamente o homem-detento, que sai da cadeia só pensando em delinquir novamente.
Então, convém mencionar que, havendo a alteração na maioridade penal de 18 para 16 anos, aqueles inclusos nessa faixa, passariam a conviver em cadeias e a usufruir do mesmo tratamento dos marginais adultos.
Diante desse panomorama, surge a pergunta: quem irá assegurar que a modificação na maioridade penal irá reduzir o número de menores infratores ou melhorará a criminalidade no país, inibindo a pratica de novos crimes? " A emenda não será pior que o soneto"? Não basta simplesmente prender o menor - até o adulto, jogar fora a chave da cadeia, e esquecer. Todos, ao adentrarem em um estabelecimento prisional precisam se ocupar, trabalhar, estudar, enfim, devem pagar pelo mal que fizeram, mas também contar com a plena tutela e assistência do Estado.
O problema da segurança pública é maior que o simples aspecto da maioridade penal. Sabemos que, nem mesmo os adolescentes infratores que são apreendidos e internados atualmente - segregados do convívio social e familiar, têm locais adequados à sua reeducação, para que, mais adiante, retornem curados à sua liberdade, estando bastante elevados os índices de reincidência infracional.
Muitos policiais reclamam que os menores infratores são detidos e rapidamente, por razões legais, voltam às ruas tornando a delinquir, o que transmite à população uma sensação de impunidade. Talvez, à vista disso, fosse mais útil e viável, no momento, pensar em um enrijecimento do ECA a alteração da maioridade penal, como aumentar o tempo de internação máxima de 3 anos, sem olvidar da imposição de medidas restritivas/pedagógicas mais severas que dificultasse o retorno à delinquência.
Não podemos nos amparar em posições sem compromisso com os resultados cujas consequências poderão ser danosas e irreversíveis para um povo que só quer paz e liberdade.

 
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